"Oi, eu sou Goku"

“Oi, eu sou Goku”

Yo! Muito prazer, meu nome é Murilo Oliveira e essa é minha primeira matéria na Rede Tsuzuku. Discursarei hoje sobre o início da dublagem de animes em nosso Brasil varonil e como a profissão de dublador merece ser respeitada.

A dublagem em terras tupiniquins teve seu início através de desenhos animados para o cinema, sendo mais específico, no dia 10 de janeiro de 1938 começaram as gravações da dublagem do filme Branca de Neve e os Sete Anões, no estúdio CineLab, em São Cristóvão no Rio de Janeiro. Essa produção marcou o início das atividades da dublagem brasileira, seguindo por outras criações do mesmo estúdio como Pinóquio, Dumbo e Bambi.

Se tratando de animações japonesas, devemos avançar um pouco no tempo em meados dos anos 60. É difícil apontar precisamente qual o primeiro anime a ser exibido por uma transmissora brasileira, na leva inicial tivemos obras como Homem de Aço, Oitavo Homem, Ás do Espaço, Zoran, O Garoto do Espaço, entre outros. Porém, ao que muitos estudiosos indicam, o marco primordial ocorreu em 1964 com a exibição de National Kid, daí para frente o Brasil recebeu títulos como A Princesa e o Cavaleiro, Speed Racer, Super Dínamo, Capitão Harlock e a Nave Arcádia, Honey Honey, As Aventuras do Pequeno Príncipe, e outros.

National Kid, 1964.

National Kid, 1964.

Infelizmente durante a Ditadura Militar, muitos desses títulos foram censurados. Cinco anos após a exibição de National Kid, o então Ministro da Justiça Alfredo Buzaid, censurou todas as séries que tinham super-heróis voadores, através do decreto-lei 1077 de 26 de janeiro de 1970. Mas nossa locomotiva nipônica veria uma luz no fim do túnel graças a querida TV Manchete que, no dia 1° de setembro de 1994 estreia Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya), série que se tornou febre em esmagadora parte do território nacional e desencadeou uma enxurrada de animes no Brasil, como Sailor Moon, Dragon Ball, Yu Yu Hakusho e muitos outros.

"To na área, derrubou é pênalti."

“To na área, derrubou é pênalti.”

E para cada personagem, uma voz era eternizada, mesmo que os nomes de seus donos não estejam nos trending topics do Twitter, você ainda se lembra de cada bordão, cada frase e cada pensamento de seu personagem favorito como se aquela voz sempre fosse dele e apenas dele. E esse é o papel do dublador que, assim como o diretor, o tradutor ou o roteirista, nos mantem imersos naquele  específico universo tão distante de nossa realidade apática. E mesmo não recebendo glamour semelhante ao dos dubladores japoneses, os chamados seyuus, se esforçam para nos trazer a melhor adaptação possível (pelo menos na maioria das vezes).

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