AjinImortal?

 

Ajin

Já imaginou acordar um dia e perceber que você é simplesmente…imortal?

Sim, eu sei que depois de refletir, você desejaria isso, lá no seu íntimo. Acontece que depois que você assistir a este anime, sua perspectiva vai mudar: Conheçam Nagai Kei, o garoto que morre numa animação mais que todos os personagens de Naruto juntos!

Ajin é um mangá seinen, escrito por Gamon Sakurai, lançado em 2012 pela editora Panini Comics e que fez bastante sucesso lá no Japão. Este ano, o anime saiu através da Netflix e foi produzido pela Polygon Pictures! É aí que aí história começa a ficar boa!

Dando uma sinopse básica para vocês não se sentirem como os personagens de Lost (captem a piada, por favor), a história gira em torno de um estudante, Kei Nagai, que certo dia, retornando da escola, sofre um acidente – sendo atropelado por um caminhão. É nesse ocorrido que, para seu espanto (e o de seus colegas), descobre ser um Ajin – seres imortais que surgem, ou são descobertos, ocasionalmente, em âmbito mundial.

E você me pergunta, e dai? Isso não era pra ser bom? Pois é, nem um pouco.

Os Ajins, no contexto da história, são “criaturas” repugnantes aos olhos da sociedade, sendo considerados criminosos e constantemente perseguidos e capturados pela polícia. Não são tão raros de aparecer, apesar de escassos, o primeiro foi encontrado no continente Africano, que é mostrado logo numa prévia do anime, desenrolando a história a partir daí! Nagai logo se vê forçado a abandonar a cidade, e sua perseguição em âmbito global se inicia. É Kei contra o mundo, e o mundo contra Kei.

Porém, ele não está sozinho nessa jornada, seu melhor amigo Kai é quem decide ajudá-lo durante a fuga. Quando você pensa que a situação já está ruim demais…pensou errado!

Além da perseguição policial, o governo também é amplamente ligado à “caça Ajin”, visto que são criaturas (seres) extremamente misteriosas, cujo conhecimenome sobre eles é praticamente nulo. Os órgãos governamentais capturam esses Ajins e realizam diversos experimentos não muito agradáveis, para testar seus níveis de resistência e outros mistérios envolvidos que vocês terão de ver!

Hm, okay, e o que tem de tão especial aí? Que história clichê, provavelmente ele vai escapar da polícia e do governo e…Calma, padawan, eu ainda não acabei!

Além de toda essa tensão de “pega ladrão”, com Kei e Kai em um polo e o mundo em outro, nós temos a ilustre presença de um velhinho bem simpático, chamado Satou…que também é Ajin! Mas ele não é qualquer Ajin, ele é O Ajin!

Olha essa carinha…Quem vê até acha..

Sabe aquele tipo de personagem que você só conhece mesmo vendo o anime? Satou é assim! O que eu tenho pra falar sobre ele, além do fato de ser Ajin, é sobre sua sede de vingança contra a raça humana, por serem tão cruéis com os Ajins, ansiando portanto, em eliminá-la. Interessante falar que Satou surge na história principalmente por seu interesse em se encontrar com Kei, a fim de testar suas potencialidades.

Kei então agora foragido, tem a polícia, o governo, o mundo, e Satou em seu encalço. E você aí falando que sua vida tá ruim, em?!

O que eu te dei foi a ponta de um enorme iceberg que é esse anime, cheio de reviravoltas, surpresas entre os personagens, daquelas que você se deita e fica olhando para o teto, pensando em “como não havia notado isso antes”. O resto da história você saberá, se assistir!

Mas o que mais chama a atenção, além da história? Simples!

Efeitos visuais! A primeira coisa que vai notar, quando ver esse anime (ou pra quem já viu), é que se trata de uma animação meio peculiar, diferente do que estamos acostumados no mundo dos animes. Ajin utiliza um arte de CG (Computação gráfica), o que da – em minha opinião – um toque mais realístico, impactante e sombrio na série. Ao mesmo tempo que os personagens parecem ser totalmente inexpressivos, conseguem passar de uma forma incrível o que pensam. As partes de ação são fracionadas em “frames” rápidos e consecutivos, enriquecendo a realidade das cenas.

Importante destacar a excelente escolha de trilha sonora, e se você é uma pessoa que assim como eu, da muito valor às músicas de abertura e encerramento, Ajin fez a escolha apropriada, para o clima perfeito.

Acredito que passei o suficiente sobre a obra, agora o resto é com vocês, e garanto: não vão se decepcionar! Não é uma obra de ação enfadonha, nem pacata demais, conseguem equilibrar o clima de uma forma bem harmônica. A primeira temporada está disponível na Netflix, e a segunda já foi liberada no mês de outubro deste ano, na internet. O mangá ainda esta em andamento, e já existe um filme, além das duas temporadas lançadas este ano!

Espero que tenha se sentido motivado a assisti-lo. Acredite, vale muito a pena! Ainda não tive a oportunidade de ver a segunda temporada, mas creio ser tão boa quanto!

Portanto, não perca tempo, e vá saber um pouco sobre como é ser um Ajin – imortal!

Vou deixar um conteúdo extra pra aguçar ainda mais a curiosidade de vocês, a opening da primeira temporada! A música é da banda Flumpool!

About The Author

Kumo

Escritora pseudo-entendida, sonhadora e futura mochileira intergalática, amante da filosofia e da arte. Interesso-me por explorar cada vez mais a diversidade nipônica, seja na área cultural tradicional ou contemporânea!

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